O Instagram, em constante atualização de sua interface e funcionalidades, iniciou testes que podem alterar a percepção de popularidade e conexão dentro da plataforma. Alguns usuários notaram recentemente uma mudança sutil, mas significativa em seus perfis: a tradicional contagem de “Seguindo” (Following) está sendo substituída pelo termo “Amigos”. A alteração visa destacar as conexões mútuas, ou seja, contabilizar apenas as pessoas que seguem o usuário de volta, em vez de listar todas as contas que ele acompanha.
A mudança foi confirmada pela plataforma ao Business Insider, descrita como um experimento em pequena escala para avaliar como a base de usuários responde ao destaque de conexões reais. Essa estratégia alinha-se com declarações recentes de Adam Mosseri, chefe do Instagram, que reiterou que a maior parte das interações no aplicativo migrou do feed principal para as Mensagens Diretas (DMs). A lógica da empresa sugere que o compartilhamento com conexões próximas se tornou mais relevante do que a amplificação de interesses públicos, tornando o conceito de “Amigos” um indicador mais fiel de engajamento do que uma simples lista de seguidos.
Entretanto, analistas de mídia social apontam que a mudança pode ter efeitos colaterais na descoberta de conteúdo. Muitos usuários utilizam a lista “Seguindo” de perfis influentes como uma ferramenta de curadoria para encontrar novas contas de interesse. Ao transformar essa lista em “Amigos”, composta possivelmente por familiares e conhecidos que não necessariamente produzem conteúdo de nicho, perde-se uma superfície valiosa de descoberta. Além disso, a dinâmica de status baseada na proporção entre seguidores e seguidos poderia ser reconfigurada, focando menos em números brutos e mais na relevância comunitária.
Controle de privacidade e desvinculação de contas
Enquanto a Meta, empresa mãe do Instagram e Facebook, testa como as conexões são exibidas publicamente, ela também mantém ferramentas que permitem aos usuários gerenciar como essas conexões operam nos bastidores. Desde a fusão operacional das empresas, as redes sociais operam de forma integrada, facilitando o login e o compartilhamento simultâneo de fotos. Contudo, essa simbiose nem sempre é desejada por quem busca manter públicos distintos ou maior privacidade.
Para usuários que preferem manter o Instagram e o Facebook separados — seja para evitar que uma postagem pessoal vá parar na timeline de parentes distantes ou simplesmente para dificultar que amigos do Facebook encontrem seu perfil no Instagram — o processo de desvinculação é a solução recomendada. Embora a opção esteja aninhada dentro dos menus de configuração, o procedimento é rápido e pode ser realizado integralmente pelo celular.
Passo a passo para encerrar a integração
O processo começa no próprio aplicativo do Instagram. Ao acessar o perfil, o usuário deve tocar no ícone de três barras (menu) e selecionar a opção “Configurações e privacidade”. A Meta centralizou a gestão de perfis na chamada “Central de Contas”, que geralmente aparece como a primeira opção no topo da tela.
Dentro dessa central, é necessário selecionar a aba “Contas”. O sistema exibirá todas as redes sociais atualmente atreladas ao perfil. Para romper o vínculo, basta localizar a conta do Facebook na lista e clicar no botão “Remover”. O aplicativo solicitará uma confirmação final, alertando sobre a perda de funcionalidades cruzadas, como o login facilitado. Ao confirmar a ação em “Remover conta” e depois em “Continuar”, o vínculo é desfeito imediatamente.
Essa separação garante que os conteúdos não sejam mais compartilhados automaticamente entre as plataformas, devolvendo ao usuário o controle total sobre a distribuição de suas publicações e a visibilidade de seu perfil em cada rede social individualmente.